NOTÍCIAS

 

  2008 30 Novembro



Mais de 500 pessoas participaram no 11º Congresso da APLOG subordinado ao tema "A Logística e os Desafios do Mercado: Pessoas, Práticas e Performance". Na abertura, foi dado o mote: "Importa passar a logística do armazém para os conselhos de administração das empresas". As palavras foram proferidas por António Jorge Costa, presidente da APLOG, que deu início ao evento. Numa mesa redonda, também Basílio Horta, da Aicep, destacou a importância da logística, defendendo que esta "é a base da internacionalização". Francisco Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas, foi mais longe: "Portugal perdeu muito por nos últimos anos não ter dado importância à logística". Também Luís Filipe Pereira, da Efacec, e Pedro Montalvão, da Mota-Engil, deram os seus contributos neste espaço que pretendia mostrar a perspectiva empresarial. Para Luís Pereira, a logística hoje não pode ser encarada "como mero instrumento de redução de custos", devendo ser pensada em termos globais. Já Pedro Montalvão apontou deficiências ao nível da educação, sendo necessário "trazer know-how".

(fonte: Revista Cargo)

  2008 30 Novembro



A rede central com menos, mas mais direccionados projectos, que beneficiem toda a cadeia logística e sejam ambientalmente sustentáveis, foi uma das principais recomendações resultantes de dois dias de conferência das partes interessadas da Rede Transeuropeia de Transportes (Trans-European Transport Network (TEN-T) que a Comissão Europeia realizou em Bruxelas a meados de Outubro. A conferência teve início com o processo de revisão das orientações da RTE-T e forneceu subsídios para um Livro Verde que a Comissão espera publicar no início de 2009, que virá a ser a base de trabalho que conduzirá à revisão das guidelines em 2010. A conferência foi organizada em torno de 12 workshops temáticos, um deles dedicado ao transporte fluvial. Presidido pelo director da DG TREN, Fotis Karamitsos, o seminário foi marcado por uma troca de opiniões entre os representantes dos sectores terrestre e de navegação marítima. O moderador foi Sir Robert Coleman, ex-Director-Geral dos Transportes na Comissão que desenvolveu o programa RTE-T durante a década de 1990. O seminário abordou, em particular, a integração dos portos na RTE-T, um processo que não tem sido bem sucedido até ao momento.

(fonte: Revista Cargo)

  2008 02 Dezembro



A petição que defende a extensão do terminal de contentores em Alcântara, e que foi subscrita por mais de 6.500 cidadãos, vai ser entregue hoje na Assembleia da República. A petição foi lançada no dia 1 de Novembro pelo professor universitário João Carlos Quaresma Dias e reivindica a "defesa do Porto de Lisboa, do emprego, do ambiente e do desenvolvimento sustentável da cidade", em resposta aos opositores da ampliação do terminal que reuniram mais de 12 mil assinaturas numa outra petição ("Lisboa é das pessoas. Mais contentores não"), também já entregue no Parlamento. No texto de que é primeiro signatário, Quaresma Dias, docente e coordenador do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, ex-administrador portuário, e actual presidente da secção de transportes da Sociedade de Geografia de Lisboa, considera que grandes cidades ribeirinhas europeias, como Barcelona, Valência e Vigo, não dispensam os seus portos comerciais e que esta actividade económica é estratégica para Lisboa. O documento assinala ainda a "desinformação que existe em torno do tema" e refere que o terminal não impede os objectivos de criação de zonas de recreio e lazer, já que existem "vastas áreas da zona ribeirinha pouco aproveitadas". Em declarações à CARGO, o professor universitário desvalorizou o facto de ser o primeiro signatário da petição, que congrega um inusitado número de figuras de prestígio ligadas à causa portuária em particular e de transporte de mercadorias em geral. Para Quaresma Dias, que teve o cuidado de percorrer a pé toda a zona envolvente às projectadas obras para o terminal de Alcântara, o que hoje existe em toda aquela zona de Lisboa é paisagem urbana degradada, não se entendendo a razão para toda a celeuma criada com a modernização do terminal: "Com mais movimento há mais comboios, mais camiões, mais gruas, logo há mais emprego, mais operadores de gruas, mais responsáveis por operações", acrescentou.

(fonte: Revista Cargo)

  2008 02 Dezembro



No passado dia 12 de Novembro, o SPC Multiusos deu início ao novo serviço de transporte de automóveis por ferrovia. Este serviço é desenvolvido através de uma parceria com a Rodocargo e também com a parceria já existente com a CP. Para arranque deste serviço realizou-se o transporte de 53 automóveis, com partida no SPC Bobadela, tendo como destino o Terminal SPC em Valongo. Este serviço, ainda numa fase inicial, irá promover um round-trip multimodal com comboios de contentores e automóveis. Este projecto tem como objectivo oferecer maior flexibilidade ao mercado e também reduzir em 1 milhão de kms/ano o transporte feito por rodovia, conseguindo assim uma significativa redução das emissões de CO2.

(fonte: Revista Cargo)

  2009 04 Fevereiro



A Associação dos Armadores da Marinha de Comércio (AAMC) avança que a recente proposta de Política Marítima da União Europeia para o período de 2009 – 2018 "está a ser muito bem recebida pelos Armadores, na medida em que aborda, de forma consistente e equilibrada, os elementos básicos fundamentais para a sustentabilidade e progresso do transporte marítimo europeu, envolvendo, em especial: a posição competitiva do transporte marítimo europeu no mercado global, os recursos humanos, o desenvolvimento do "know how" na área marítima, a promoção de um transporte marítimo de qualidade como elemento-chave da competitividade; o aproveitamento pleno do potencial do transporte marítimo de curta distância, e o objectivo de procurar assegurar que a Europa se venha a afirmar como líder mundial na investigação e na inovação marítimas". Fazendo o enquadramento da Proposta da UE, a AAMC considera que "o principal propósito deste documento é o de definir uma estratégia integrada para o próximo decénio e envolve dois pilares âncora de fundamental importância: a segurança marítima e o meio ambiente, por um lado, e, por outro, a competitividade a longo prazo do transporte marítimo europeu, de forma a poder enfrentar as dificuldades e os desafios que marcam o nosso tempo. De sublinhar que durante de elaboração da proposta, a Comissão procedeu a consultas, quer de peritos de alto nível dos Estados-membros, quer de um Grupo de reputados profissionais do Sector".

(fonte: Revista Cargo)

  2009 09 Fevereiro



De acordo com o relatório do IPTM, durante o ano de 2008 os portos nacionais demonstraram um "comportamento heterogéneo", com o primeiro semestre a continuar o crescimento verificado durante o ano anterior e o segundo semestre a registar uma redução de 6,2%.

Por tipo de carga movimentada, apenas a carga contentorizada registou um crescimento face a 2007, tendo aumentado 10 %.

O movimento de carga fraccionada e de granéis sólidos caiu, em ambos os casos, 7,3% face a 2007, enquanto os granéis líquidos e o "Roll on-Roll Off" registaram reduções de 2,6% e 1%, respectivamente.

Sines foi o porto que mais carga movimentou em 2008 (25,15 milhões de toneladas), seguido pelos de Leixões (15,64 milhões de toneladas), Lisboa (12,97 milhões de toneladas), Setúbal (6,12 milhões de toneladas) e Aveiro (3,47 milhões de toneladas).

Os portos de Leixões e Aveiro registaram crescimentos de 4,6% e 5,9% em 2008 face ao ano anterior.

Em contra-ciclo com os restantes portos nacionais, Leixões e Aveiro registaram crescimentos mais acelerados durante o segundo semestre do ano: 7,4% e 9,5%, respectivamente.

No porto de Lisboa, a carga movimentada caiu 1,4% em 2008 face a 2007.

O IPTM refere que a queda registada em Sines ficou a dever-se às "paragens na refinaria da Galp e em parte da Central da EDP".

No que respeita ao movimento de contentores, o porto de Lisboa movimentou 555 mil TEU`S em 2008 , o equivalente a 44% do total dos movimentos dos cinco portos nacionais, seguindo-se Leixões, com 450 mil TEU`s movimentados (36%), Sines, com 230 mil TEU`S (19%), e Setúbal, com 20 mil TEU`S (2%).

(fonte: Lusa)

  2009 28 Maio



Os consórcios liderados pela Brisa e pela Mota-engil adiaram para segunda-feira a entrega das propostas finais para o concurso de construção do troço de alta velocidade ferroviário entre Poceirão-Caia, disse hoje à Lusa fonte do sector.

A entrega das propostas estava prevista para ontem, mas os dois consórcios pediram ao Governo o adiamento do prazo de entrega, disse a mesma fonte sem adiantar mais pormenores. A proposta inicial do consórcio liderado pela Brisa, que também integra a Soares da Costa, apontava um valor de construção de 1,32 mil milhões de euros e um custo anual de manutenção de 11,6 milhões de euros, segundo uma informação divulgada pelo júri do concurso em Janeiro.

(fonte: Revista Cargo)